sábado, 24 de dezembro de 2011

É natal...

Para muitos é apenas uma festa onde o comércio desfruta bastante. Sim, inclusive para mim significa isso. Não apenas isso: significa também um momento onde famílias se abraçam, lembranças se fazem presentes, amores se encontram e se reencontram; significa um momento de paz.

Os anos passam, as amizades parecem que vão se substituindo por outras; não que elas deixem de existir, mas a distância, os casamentos, as viagens... parece que tudo isso faz esquecer um pouco os contatos. Os abraços se abraçam noutros braços, os carinhos se fazem presentes noutros carinhos... E a vida continua, afinal o amor é um bicho ambulante andante no silêncio barulhento chamado viver.

Feliz natal para todos!!!

adenildo lima

sábado, 17 de dezembro de 2011

é preciso amar

é preciso amar
as prostituas
os idosos
as crianças

é preciso amar
os esquecidos
os oprimidos
os sem-moradias

é preciso amar
a mulher que passa
a mulher que fica
o humano que chora
a criança que ri

é preciso amar
sem limites
sem medidas
sem interesses

é preciso amar apenas
pois a pena de quem ama
é simplesmente amar

adenildo lima

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

não se encontram respostas para a vida nos livros de filosofia e muito menos nos livros de poesia; poesia e filosofia ajudam a complicá-la, ou, vivê-la apenas. e viver é algo inteiramente íntimo...
amar o esquecido é nunca esquecer que amou um dia

adenildo lima

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A ditadura intelectual

A universidade é uma excelente cela especial para os "ditos" intelectuais de plantão, sentados por detrás de suas mesas, ditando as regras, não permitindo que nenhum estudante possa pensar, exigindo que seja segundo fulano: sempre! sempre! sempre! E os carcereiros, representados nas imagens dos ditos doutores, que insistem em dizer que são professores, ditam as regras, e as ditas duras regras ditadas; são os duros ditados que todos que entram lá têm que seguir, ao contrário, sairão da academia por incapacidade intelectual, assim como o poeta Carlos Drummond de Andrade que foi expulso da escola pelo professor, assim como Foucault que foi rejeitado várias vezes pela academia, assim como Einstein, e tantos outros.

adenildo lima

criolo - freguês da meia-noite - clip

o solitarismo do amor

é possível amar, afinal, só depende de você. amar é algo solitário, cabem aos amantes amar sem esperar recompensa. amar por amar já é a maior recompensa que pode esperar quem ama.

adenildo lima

sábado, 10 de dezembro de 2011

10 de dezembro

no dia 10 de dezembro nasceu adenildo lima e ainda continua nascendo em cada improviso ou verso que inventa...

adenildo lima

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

lembranças de uma vida

uma casa velha, abandonada, no meio de um deserto pode ser apenas uma casa velha. mas uma casa velha onde guarda lembranças vividas, não pode ser apenas uma casa velha.

adenildo lima

as coisas

as coisas são simplesmente coisas e têm o valor que damos a elas, ou, que elas recebem.

adenildo lima

as faces do amor

quantas faces tem o amor? perguntou o entardecer. o amor tem a face que tem o teu amor. respondeu o silêncio da madrugada.

adenildo lima.

a marca da lágrima

quanto vale uma lágrima? perguntou a menina passante. uma lágrima pode valer uma vida. respondeu o menino pensante. e assim passou a menina, e passou o menino, só não passou a marca da lágrima escrita naquele poema.

adenildo lima

domingo, 4 de dezembro de 2011

a vida é uma longa estrada...

a vida é uma longa estrada. o acordar, o deitar, o dormir, o acordar novamente. um passeio qualquer, numa estrada qualquer, e não com pessoas quaisquer. a vida respira um ar novo, e afasta os fantasmas das estradas noturnas, mesmo que seja em pleno sol de meio-dia. a vida passa lentamente, é preciso observar cada detalhe, pois um ano pode ir em um segundo, e um segundo pode valer uma vida, e a vida é o que vivemos. até hoje ainda lembro o sabor dos lábios da menina, o olhar dela, o carinho dela, o jeito dela, e a estrada continua no mesmo lugar, o que mudou foi o meu jeito de caminhar. não mudou tanto assim, mas passei a observar com mais carinho os espinhos, os buracos e os fantasmas. e a menia passou a ser uma metáfora poética nos meus versos improvisados, já a vida é um relapso nos olhares perdidos dos encontrados nos olhares mais sensíveis vistos em algum lugar de um lugar qualquer que nunca é um qualquer lugar.

a vida é uma longa estrada. caminhar é uma maneira de suportar a angústia tão angustiante mas que aliviada nos sonhos de cada um. e sonhar é uma maneira de aliviar a dor, uma forma de manter-se vivo, um jeito de fazer mudanças...

e a vida é uma longa estrada numa estrada que não seja qualquer.

adenildo lima