segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

FELIZ 2013

Agradeço a todos e a todas leitores e leitoras que me dão motivo para escrever, postar neste espaço. Espero ter, em alguns momentos de suas vidas,  tê-los feitos sorrir ou chorar, e com um motivo: o amor. Tenho a esperança de em 2013 poder escrever bem mais e poder, também, sempre escrever textos que façam parte da vida de alguns: leitores e leitoras; amigos e amigas.


UM FELIZ 2013 PARA TODOS NÓS.... OBRIGADO!!!!

adenildo lima

sábado, 29 de dezembro de 2012

Assista ao documentário legendado “La Educación Prohibida”

Lançado segunda-feira (13) no YouTube, “La Educación Prohibida” (legendado em Português) é uma produção independente que entrevista cerca de 90 educadores europeus e latino-americanos sobre formas inovadoras de se pensar o espaço e as práticas escolares. Durante quase duas horas e meia, o documentário segue um raciocínio cativante, oferecendo várias reflexões úteis para que professores e alunos se relacionem mais harmoniosa e criativamente. Embora não trabalhe explicitamente o conceito de Educomunicação, o filme tem cenas ficcionais que intercalam as entrevistas e guardam surpresas ligadas ao protagonismo infanto-juvenil.

O link abaixo para assistir ao documentário. Um excelente filme!!!!

http://www.ncep.ufpr.br/novo/?p=1493 


adenildo lima

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Diálogo final

"pai, qual o motivo que todo mundo fica desejando que o próximo ano seja feliz? por acaso o ano é triste, pai"?
"não, filha, é o medo que o ano seja triste, e também uma maneira de confraternizar com o outro'?
" como assim, o ano ser triste"?
"na verdade, sabrina, a tristeza depende de cada um, assim como a alegria. você, por exemplo, é feliz".
"e o que é ser feliz"?
"a felicidade é algo simples, muito simples, é necessário apenas que a gente ame".
"e qual a diferença do ódio e do amor, pai"?
"filha, o ódio destrói aos poucos, primeiro quem odeia, e muitas vezes, o odiado. já o amor constrói  ambas as partes".
"então quer dizer que ser feliz precisa apenas que a gente ame"?
"para quem ama, tudo na vida tem sentido, tem cheiro, tem cor, tem sabor".
"entendi, pai. entendi que o próximo ano será feliz para quem amar e conquistar amores".
"isso mesmo! que todos possam descobrir a essência principal do FELIZ ANO NOVO!!!".

adenildo lima


quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O ato de escrever

Amigo leitor, para escrever, antes de tudo é preciso amar. E muito! O amor é algo indispensável na vida de todos nós; ou deveria ser. A escrita é algo íntimo do autor consigo mesmo. E é também um ato de coragem. Sim, é sabido que muitos escritores escrevem para ganhar dinheiro. E eu digo que feliz do autor que consegue sobreviver com o dinheiro da escrita. E acrescento que é infeliz o autor que escreve apenas pensando em ganhar dinheiro. Pode parecer estranho, mas o amigo leitor com certeza entende o que estas linhas dizem por detrás das palavras. E talvez ele nem seja um autor infeliz. Só que para ser escritor precisa de algo mais: é necessário amar o ato de escrever.

Escrever, amigo leitor - isso é, se eu tiver para este texto que estou escrevendo - um amigo leitor, ou um leitor amigo para lê-lo. Sim, retomo ao que iniciei neste parágrafo. Escrever é uma maneira de poder comunicar-se com o mundo, mesmo que o mundo seja apenas aquele do próprio autor. Quando escrevemos, a nossa alma sente um alívio e um prazer inexplicável que só quem escreve pode senti-lo, pois o segundo a sentir, ou talvez não, é o leitor; isso é quando o escritor tem a sorte de ter um deles.

Mas o que é gostoso da escrita "sem a responsabilidade" de publicar em uma página de jornal, por um determinado valor, é justamente a liberdade de não se prender aos detalhes, já que o único detalhe é escrever um bom texto. E para ser um bom texto não quer dizer que precise das normas determinadas por uma gramática ou por muitos que acreditam ser escritores. Escrever precisa ter alma. Sim, o texto precisa ter alma. E para ter alma é preciso ter essência.

Pois é, amigo leitor e amiga leitora, a escrita é algo assim: queria escrever mais, mas o texto acaba de dizer que já concluiu para este momento.

Carinhosamente,

adenildo lima.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Fonte das Alagoas abraça a imensidão do mar azul

Nunca o vi
Mas já o conhecia
Se é bom ou ruim
Não sei
Sei que é humano
E poeta
Já tinha lido seus textos
E já sabia que ele bebeu da mesma água
Que bebi ao nascer
Água das Alagoas
E agora em lápide
Escrevo seu nome:
Lêdo Ivo.

adenildo lima

sábado, 22 de dezembro de 2012

Filme- "Febre do Rato" (2011) Claudio Assis.

 Fonte:
http://www.youtube.com/watch?v=D6AQXtm08oU


Sinopse e detalhes

Zizo (Irandhir Santos) é um poeta inconformado e anarquista, que banca a publicação de seu tablóide. Em seu mundo próprio, onde o sexo é algo tão corriqueiro quanto fumar maconha, ele conhece Eneida (Nanda Costa). Zizo logo sente um forte desejo por Eneida, mas, apesar de seus constantes pedidos, ela se recusa a ter relações sexuais com ele. Isto transtorna a vida do poeta, que passa a sentir falta de algo que jamais teve.

 Febre do rato é uma expressão típica do Nordeste, que significa estar fora de controle. Metáfora apenas aparente para Zizo, personagem principal de Febre do Rato, o filme. Poeta por vocação, ele dedica a vida à publicação de seu jornaleco, cujo nome é o mesmo do título. O objetivo é expor suas ideias, repletas de propostas anárquicas que valorizam o livre arbítrio das pessoas, sem se prender às amarras morais impostas pela vida civilizada. Quem não conhece o mundo de Zizo pode imaginar que ele esteja com a febre do rato, ou seja, fora de controle. Só que a verdade é justamente o oposto.

Fonte: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-202614/

Encontro com Milton Santos


O mundo global visto do lado de cá, documentário do cineasta brasileiro Sílvio Tendler, discute os problemas da globalização sob a perspectiva das periferias. O filme é conduzido por uma entrevista com o geógrafo e intelectual baiano Milton Santos, gravada quatro meses antes de sua morte.

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=UJd5YKhR9gE

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O olhar

Os olhares parecem sempre perdidos
No olhar das pessoas que amam.

Um sorriso sem compromisso...
Um abraço sem interesse...

O conviver
Apenas por amar...

As pessoas que amam
Estão sempre abertas

Para ouvir...
Para falar...
Para compartilhar...

Sim
Compartilhar o que de mais humano
Guardamos num olhar

Afinal

As palavras não dizem
O que expressam para mim

O seu olhar...

adenildo lima

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Absinto

Na janela do destino
há uma rua sem tamanho – meu bem.
Aonde espero que a promessa me chegue
como derradeira instância.
Cumpro com o tempo
meus compromissos,
deito na calçada minha alma lavada
das sobras do dia – calos e brios.
Na janela, sem menino,
o vento dobra a esquina,
escolhe em estranhos
o apreço inesperado de receber saudação.
A saudade é um horizonte
espremido na fresta de um olhar
onde guarda, cedo, fotografias
em tons de amarelo.
Na janela, o absinto
la de fora invade o peito
cheio de clausura para despertar
invernos para o amanhã.

Márcio Ahimsa

http://tecerpalavras.blogspot.com.br/2012/12/absinto.html 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Oscar Niemeyer: fazer 100 anos é uma merda!

http://www.youtube.com/watch?v=EAGE3tOgyvk

Nas curvas do tempo

um traço ondulado no ar
um humanismo que deve ser vivido
por muitos em sua simplicidade
as palavras preferem o silêncio
e deixa a grandiosidade em seu nome:
OSCAR NIEMEYER.


adenildo lima

domingo, 25 de novembro de 2012

palavras

se é uma descoberta,
não sei.
se é algo extraordinário,
também não sei.
só sei que as palavras são pessoas.
e sendo pessoas,
são como pessoas.
nelas encontramos vida,
amor, dor, emoção, sentimento...

as palavras são como lírios
no campo
ditas no olhar de cada um
através dos gestos
transmitidos pelo toque dos lábios suaves
da boca que fala.

e a boca fala com o olhar
que ama
e se ama com as palavras
com o toque
com o sentimento
e amar é tudo que sei

pois

se me odiarem
amarei apenas

e se me odiarem mais uma vez
amarei outra vez

e se insistirem em me odiar
sei que a insistência do amor
vencerá

pois só sei amar

em palavras e gestos e sentimentos e atos

e palavras são como pessoas
e são pessoas em seu pleno ato de amar.

adenildo lima.

sábado, 24 de novembro de 2012

diálogo sobre o amor

"pai, o senhor ama a mamãe?"
"amo, filha".
"o amor é o que, pai?"
"o amor... o amor..."
"sim, pai, o amor!"
"ah, é uma coisa boa."
"só isso?!"
"ah, é um pouco mais, filha ... é um sentimento infinito."
"o infinito fica onde?"
"ham..."
"o infinito, pai, fica onde?"
"ah, filha, fica num lugar bem longe."
"como assim...?"
"ah, filha, o infinito é algo que não tem fim."
"e isso quer dizer que o seu amor pela mamãe nunca vai acabar?"
"isso mesmo, filha, acertou!"
"ah... estranho isso..."
"estranho...?... por que, filha?"
"se nós vamos morrer, o amor não pode ser infinito."
"é que a vida é infinita enquanto percebemos a existência dela."
"nossa, pai, isso é muito confuso."
"entendo. eu também acho".

adenildo lima

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Há um pingo de lágrima perdido no olhar. Todo um sonho desfeito nos feitos de um malefeito dos ditos ditados soltos por aí. Viver é o mais complicado. A vida é apenas uma paráfrase...

adenildo lima

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

encontro íntimo

quando a noite acorda
e os abraços se abraçam
nos braços de quem amamos
o sol tem sentido e faz sentido

quando os olhares se olham
e se beijam nos beijos
acariciados pelos lábios
o sabor tem gosto de amor
e amor só se sente
quando os sentidos têm cheiro

adenildo lima

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Elas...

Anita, Gabriela, Manoela; Ela. Quando suas pernas descobertas pelo véu do tempo, sinto o cheiro do teu corpo adentrando as minhas narinas, meninas! Anita, quando teus beijos beijam os meus beijos no encontro íntimo dos lábios, o corpo sente o bater dos corações se amando; e isso é amor, Gabriela. Sim, Gabriela, teus seios pontudos encostados em meu peito, sinto a tua alma me abraçar no sentido da paixão que é o jeito. Oh, Manoela, teus suspiros, Manoela! Teus abraços, Manoela! Sim, Manoela, tua voz sensual misturada aos gemidos de amor, fazendo-nos fugir das lembranças ardidas da dor. Manoela; Ela, ou elas. Sim, Ela. O sexo é todo sonhar acordado, o imaginar nos delírios de amor. O amor é o que vem primeiro; já o sexo é a realização das consequências.

adenildo lima

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

flores e laranjeiras

o dia acorda com um sorriso
as crianças
sorrindo, o dia abraça os olhares
apaixonados
e os abraços sentem o calor
que só quem ama
pode senti-lo.

adenildo lima

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

um poema

e quando o amor já não tem mais o mesmo sabor:
o que fazer ?
e quando a solidão se transforma num vão:
e perde a essência poética?

e quando os sonhos misturam-se com as lágrimas:
como seguir?
e quando o dia transforma-se em noite:
e perde o brilho do horizonte?

e quando o amor de querer o melhor para o outro não é entendido:
o que saborear?
e quando viver deixa de ser prazeroso para ser obrigação:
o que desfrutar?

um poema apenas?
um beijo apenas?
uma pena apenas?
um sorriso apenas?

...um poema apenas...

adenildo lima

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Mesmo se estiver escuro, não desanime da caminhada, pois sempre haverá uma saída...

adenildo lima

sábado, 15 de setembro de 2012

a criança que falta

uma criança na guerra
estanca os tanques
de guerra
faz pairar o olhar dos soldados
e congelar o dedo no gatilho
apenas uma criança
que em seu olhar
pergunta:
por que todos não são crianças...?...

adenildo lima

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Para refletir

Precisamos ser no mínimo:
                                        HUMANOS.

Será que é muito...?...

adenildo lima

sábado, 1 de setembro de 2012

Oscar Niemeyer - A vida é um sopro


http://www.youtube.com/watch?v=l5ozbqgUBCs

Para refletir

O ser humano não muda, educar-se de acordo com o ambiente para conseguir a sobrevivência.

adenildo lima

Coldplay e Rihanna - princes of china


http://www.youtube.com/watch?v=1Uw6ZkbsAH8

sábado, 11 de agosto de 2012

22ª Bienal Internacional do Livro em São Paulo

Os livros "Lobisomem pós-moderno", em coautoria com Márcio Ahimsa, e "O copo e a água", ilustrado por Açcunciara Aizawa Silva, foram selecionados pela Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, para compor a ESTANDE na 22ª Bienal Internacional do Livro, 2012.

adenildo lima

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Pré-lançamento do livro "VARAL", da poetisa MARIA VILANI

Meus amigos e amigas, este livro é de uma grande amiga minha. E foi feito por mim, meus irmãos e pelo nosso primo, o artista plástico João Paulo de Melo. A arte de capa é dele. É um trabalho independente, publicado com o nosso selo editorial. Vamos lá.....

adenildo lima

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O amor é natural

Meu amor, você só esqueceu uma coisa.
O quê? - perguntou Júlio.
Esqueceu de dizer que não me ama.
O quê?!
Sim, você esqueceu de dizer que não me ama.
Mas que loucura é essa, Paula?!
Não, não é loucura, é pura verdade. Uma mulher conhece o toque suave dos dedos de um homem quando a ama.
Será?
Sim, sem dúvida. Antigamente os seus beijos tinham sabor, os seus abraços tinham carinho e você era tão natural. Aliás, como sempre falávamos, o amor é natural.
Mas Paula, isso é imaginação sua. Eu acredito que continuo te amando como antes, como sempre a amei.
Não. No início no do nosso casamento - no primeiro ano - tudo era muito natural, não existia preocupação de um agradar ao outro; apenas agradava. Hoje sinto que até mesmo as flores que você compra já não têm mais a mesma essência. Parece que nós temos medo de conversar sobre isso. E não devíamos ter medo.
Paula, mas qual o motivo que te leva a pensar isso?
Não são motivos, Júlio, é a realidade. E o que é, é, não podemos negar.
E o que vamos fazer, meu amor?
Não sei, conversar já é um grande começo.

adenildo lima

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Pré-lançamento do livro de Adenildo Lima e Márcio Ahimsa


MAPA DO LOCAL:
https://maps.google.com.br/maps?hl=pt-BR&q=Rua+Professor+Oscar+Barreto+Filho,+350&ie=UTF-8&amp hq=hnear=0x94ce4f14a3b2fef3:0x314c3104ec7c5a71,R.+Prof.+Oscar+Barreto+Filho,+350+-+Grajau,+S%C3%A3o+Paulo,+04822-300&gl=br&ei=6v_0T_rvKKTm0QGC5oTWBg&sqi=2&ved=0CAUQ8gEwAA

O encontro que não aconteceu

Há um sorriso guardado na lembrança, de uma madrugada fria, aquecida pelo fogo de uma fogueira improvisada. Olhares se olhavam com carinho, meio perdidos, sentindo estranheza diante do ainda não conhecido; parecia rolar um clima. Menina com seu jeito de adolescente solta ao além, ao léu do tempo, como se demonstrar rebeldia servisse para intimidar aquele rapaz.

Todos vão dormir, ficam apenas os dois, entre olhares e breves palavras. O dia parece que quer surgir, mas os corpos se deitam, separados, e dormem. E só as lembranças ficaram guardadas, hoje, eles nem existem mais, para eles mesmos.

adenildo lima

sábado, 23 de junho de 2012

Um diálogo educativo

- Professora, quanto que eu tirei na prova?
- Ainda não corrigi, menina.
- Nossa, a senhora nem sabe o meu nome?
- E você, sabe?
- Ah, professora...
- Pois é, para quem tem seiscentos alunos fica difícil de saber o nome de todos. E como eu gostaria de saber, de chamá-los pelo nome, de conhecê-los um pouco mais...
- Desculpa, eu compreendo a Senhora. Mas o que deixa a educação nessas condições?
- É difícil explicar o que já é visível.
- Agora lembrei, a senhora já tratou desse assunto, com outras palavras... mas será que eu vou passar na sua prova?
- Sinceramente, posso dizer para você que a prova não é o único meio para avaliar um estudante; eu nem gostaria de tê-la, mas...
- Então eu vou passar? É que eu quero fazer faculdade, profa.
- Fique tranquila, aluna igual a você não pode ser avaliada apenas por uma prova: você é participativa, faz todos os trabalhos, frequenta as aulas..., como poderia ser reprovada?
- Dona Márcia, muito obrigada.
- Dona Márcia?! Você sabe meu nome?
- É claro, né, fessora? É que normalmente nós não chamamos os nossos professores pelo nome. Professores e Professoras são como pais e mães, dificilmente chamamo-os pelo nome.

A professora riu, abraçou-a e saiu pensando na possibilidade de um dia o professor poder trabalhar com situações favoráveis, com menos alunos em salas de aula, com recursos e com uma carga não tão exaustiva.

adenildo lima

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Zé Ramalho com seu novo CD...

SINAIS DOS TEMPOS      



SINAIS DOS TEMPOS - ZÉ RAMALHO
12 CANÇÕES INÉDITAS TODAS DA AUTORIA DE ZÉ RAMALHO
DISPONÍVEL EM PRÉ-VENDA, DIA 15/06/12
INAUGURANDO O SELO AVÔHAI MUSIC
PRÉ-VENDA:

Livraria Saraiva

Livraria Cultura

Fnac
     

sábado, 16 de junho de 2012

Talvez...

Talvez você tenha esquecido. Disseram-me que a palavra "talvez" é um advérbio de dúvida. Respondi que já não lembrava mais das regras da gramática; lembrava apenas de você. Sim, de você, do seu jeito de ser, da sua maneira de viver, de andar, de me olhar, do teu carinho. Parece que o tempo passa muito rápido, que as lembranças são uma ponte para não deixar morrer algum momento ou tempo bons vividos. Mas não vivo de passado, por isso digo talvez você tenha me esquecido...

adenildo lima

O amor

Em muitos momentos as pessoas me perguntam o que é o amor. E eu sempre digo que não sei responder, pois só conheço o meu. Sabemos que é uma palavra infinita, sem explicação. E só quem vive um momento inesquecível pode dizer como ele é, mas o amor de acordo com o que ele viveu. Não é que ele tenha milhões de faces. Na verdade, tem a essência de acordo com a sensibilidade de cada um. Sei que tudo o que eu faço na vida é amar. Aprendi com o dia a dia que o ódio é um sentimento que destrói primeiro a si, para depois destruir ao outro. Não quero que aconteça isso comigo, e nem com o outro.

Dizem que amor verdadeiro só de mãe. Concordo. Já que mãe só temos uma. E se só temos uma, amor verdadeiro só o dela. E isso não quer dizer que o ser humano só pode amar uma pessoa uma vez na vida. Precisamos amar sempre. E que todos os amores sejam verdadeiros; já que não conheço amor falso. Se é falso, quem disse que é amor?

Amar é doar-se ao outro e fazer pelo outro sem nenhum interesse e não deixar de amar a si mesmo...

adenildo lima

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Prêmio da Música Brasileira consagra Criolo

O rapper Criolo, 36, foi o maior vencedor da 23a edição do Prêmio da Música Brasileira, levando três troféus em cerimônia na noite desta quarta-feira, no Teatro Municipal do Rio.
O artista paulistano foi eleito a revelação da música nacional no último ano e levou ainda os prêmios de melhor cantor e álbum ("Nó na Orelha") em sua categoria (Pop, Rock, Reggae, Hip Hop, Funk).
A premiação, apresentada por Luana Piovani e Zélia Duncan, foi marcada por várias "dobradinhas", em que o melhor cantor (ou cantora) de cada categoria levou também o troféu de melhor álbum: além de Criolo, Dori Caymmi (MPB), Alcione (Canção popular), Herbert Lucena (Regional).

Letícia Moreira/Folhapress
Rapper Criolo ficou com três prêmios da noite
Rapper Criolo ficou com três prêmios da noite
A cerimônia também homenageou João Bosco por seus 40 anos de carreira, convidando diversos artistas para interpretarem seus sucessos; destacaram-se Criolo cantando "De Frente pro Crime" em versão samba-jazz, Ivete Sangalo com uma versão segura de "Corsário", o bom humor de Alcione, imitando os floreios vocais do homenageado em "Quando o Amor Acontece" ("Tô recebendo João Bosco, gente", disse a cantora).
O próprio Bosco subiu ao palco para fechar a premiação, cantando "O Mestre-Sala dos Mares", "Papel Machê", "Desenho de Giz" e a que teve o maior coro da noite: "O Bêbado e a Equilibrista".
OS VENCEDORES:
Revelação do ano - Criolo
Canção do ano - "Sinhá", de Chico Buarque e João Bosco
DVD do ano - "Sinfônico 40 Anos", de Chitãozinho e Xororó
MPB
Álbum - "Poesia Musicada", Dori Caymmi
Grupo - Passo Torto
Cantor - Dori Caymmi
Cantora - Mônica Salmasso
Pop, Rock, Reggae, Hip Hop, Funk
Álbum - "Nó na Orelha", Criolo
Grupo - Mundo Livre SA
Cantor - Criolo
Cantora - Marisa Monte
Canção popular
Álbum - "Duas Faces - Jam Session", de Alcione
Dupla - Chitãozinho e Xororó
Grupo - Banda Calypso
Cantor - Cauby Peixoto
Cantora - Alcione
Samba
Álbum - "Nosso Samba Tá na Rua", de Beth Carvalho
Grupo - Fundo de Quintal
Cantor - Arlindo Cruz
Cantora - Fabiana Cozza
Regional
Álbum - "Não Me Peçam Jamais que Eu Dê de Graça Tudo Aquilo que Eu Tenho pra Vender", de Herbert Lucena
Dupla - Kleuton e Karen
Grupo - Ponto Br
Cantor - Herbert Lucena
Cantora - Socorro Lira
Instrumental
Álbum - "The Art of Samba Jazz", Dom Salvador Sextet
Solista - Hamilton de Holanda
Grupo - Zimbo Trio
Categorias especiais
Projeto especial - "O Samba Carioca de Wilson Baptista", vários artistas
Eletrônico - "Lá Onde Eu Moro", de João Ermeto
Erudito - "Liszt: Harmonies du Soir", de Nelson Freire
Infantil - "Embolada", de Rita Rameh e Luiz Waack
Língua estrangeira - "Goodnight Kiss", de Delicatessen
Projeto visual - Evandro Borel, por "Não Me Peçam Jamais que Eu Dê de Graça Tudo Aquilo que Eu Tenho pra Vender", de Herbert Lucena
Arranjador - Gilson Peranzzetta, por "Iluminado", de Dominguinhos.

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1104476-premio-da-musica-brasileira-consagra-criolo.shtml

terça-feira, 12 de junho de 2012

entrelaçados

a parte partida
em mim
não é ferida

não, não é...

o semblante escondido
pelos passos
apressados
são sonhos
sonhados e desejados

entrelaçados...

as luzes escura
encandeiam
o meu olhar

ah, o teu olhar
ainda lembro
relembro
o timbre de sua voz

suave
doce
íntima
em mim
esperando
teu sim

mas saiba
a parte partida
em mim
não é ferida
é um lapso
do começo em mim
da ida...

adenildo lima

domingo, 3 de junho de 2012

ainda há sonhos e esperanças para os adultos que nunca deixaram de ter a alma de criança

adenildo lima

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Cerejeiras

Um passeio num lugar qualquer, as imagens que vêm e que vão; a juventude relembra a velhice, a velhice abraça a juventude. Um olhar triste, outro alegre; a esposa não veio, o esposo também não; uma criança chora no olhar de alguém que ama. O som suave do violão movido pelos dedos de uma jovem menina traz alguma esperança para o lugar triste e solitário. Viver passa a ser um momento difícil, as folhas caem, as flores perdem os espinhos; e flores sem espinhos não são flores. A mulher está grávida; o homem trabalha 24h. por dia e já nem sabe como será pai, mas a estrada é infinita; a solidão abraça a madrugada, os cachorros latem e tantas dúvidas constróem o cenário: cenário de amor. E amor não rima com dor. São duas palavras com lugares diferentes no olhar de quem contempla a vida no dia a dia.

Mas o sorriso dela com aquele jeito de criança apaixanoda é o que move seu caminhar...

adenildo lima.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Thaeme e Thiago - Ai que dó!


Encontro marcado

Antes de encontrar Maria, preciso da calmaria que me move.

adenildo lima

terça-feira, 15 de maio de 2012

Incógnita

A vida é uma incógnita. Uma notícia de alguém que nasce, outra de alguém que, talvez possamos dizer, renasceu; já que o fim é sempre um começo. Para quê? Não sei. No dia a dia aprendi a conviver com a vida pelos momentos vividos: o presente, o hoje, o agora. Amigos se vão, namoradas se vão; tudo se vai. A morte é a separação de algo. Já a vida é o que nos resta. Em alguns momentos as lembranças; noutros, o esquecimento de não querer lembrar mais.

Não sou adolescente, e isso não quer dizer que eu não seja jovem, mas os meus pensamentos não são mais de adolescente. Não tenho esperança de mudar o mundo. Se eu conseguir fazer uma mudança, para melhor, na minha vida e na vida das pessoas que por aquele momento se encontram comigo; já mudei um monte de mundos.

Eu vejo a morte em muitas coisas, assim como vejo a vida: uma criança que nasce pode ser a vida para um e a morte para outro. A morte de alguma coisa sempre acontece: o casamento, por exemplo, é um tipo de morte e de vida. Como?! Não sei! Não tenho a resposta das coisas; já é difícil vivê-las, imagine ficar respondendo-as!

Agora algo eu preservo na vida: procurar cumprir com as minhas palavras, pois elas dizem um pouco do que eu sou...

adenildo lima

sábado, 12 de maio de 2012

Cazuza - Show no Teatro Ipanema 1987


http://www.youtube.com/watch?v=oUJCYBxzZlQ

sábado, 5 de maio de 2012

O ser humano está condenado à solidão

O filósofo francês, Jean-Paul Sartre, um dia disse: "O homem está condenado a ser livre". E eu digo: O ser humano está condenado à solidão". Não falo da solidão solitária, falo da solidão presente, da solidão sonhada e tão desejada; principalmente nos dias atuais; a solidão consigo mesmo! Estamos aos poucos, e muito depressa, nos tornando máquinas. Somos mais máquinas do que gente. E gente aqui se refere a sensibilidade humana. O trabalho dos tempos pós-modernos escraviza a humanidade, fazendo-a ser solitária de si mesma: um celular que toca a todo o momento para tratar de temas da empresa, muitas vezes no momento mais sagrado, aquele do descanso.

O ser humano sonha com tantas coisas: sonha em ter uma casa, uma família, uma vida; sonha em casar-se; e conheço tantos casados a ponto de explodir pela solidão, com a ausência da pessoa amada, do filho sonhado, não visível no filho tido. Uma multidão caminha rumo ao nada, e o nada é tudo o que resta para muitos. E conviver com a solidão parece que se faz necessário para suprir a própria carência do vazio dos sonhos um dia sonhados. O amor, muitas vezes, desfigura-se na face ausente de um olhar. E já não há mais significado para o amor; todos têm o seu próprio significado. A folha perdida, voando no infinito da imensidão, parece ter mais sentido do que o abraço das pessoas. E as pessoas são tão ausentes de si mesmas. E parece que tudo o que lhes resta é a solidão.

A solidão se faz presente nos corpos presentes de duas pessoas caminhando rua adentro, ou deitadas numa cama, quando o sexo já não faz mais sentido. E quando o sexo não faz mais sentido... a vida, as dores do dia, a labuta do caminhar perdem o sabor; e muitos passam a sonhar em viver a vida na imagem de um filho. Muitas vezes o filho sonhado nunca aparece. E ter um filho pode ser o início para a dedicação da própria vida vista na vida do outro; a solidão se faz necessária! E é por isso que a amo tanto, pois sei que só uma pessoa solitária seria capaz de escrever alguma coisa, já que o ato de escrever é também solitário, assim como a própria arte.

Viver parece que não faz mais tanto sentido...

Mas eu prefiro a solidão sozinha à acompanhada...


adenildo lima.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

a vida

enquanto a chuva cai, em algum olhar lava a lágrima de alguém que contempla o tilintar dos seus pingos. um casal se beija, uma criança chora, uma família sonha e tudo faz parte da vida.

adenildo lima

sábado, 28 de abril de 2012

O amor

O amor transforma
Crianças em adultos
E adultos em crianças

adenildo lima

OBS:
       Estes versos foram um improviso, ontem, dia 27 de abril, no momento em que eu estava dialogando com os alunos referente ao tema "amor".

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Diálogo em família

- Mãe, já posso namorar?
- Namorar?!, você só tem 12 anos...
- E a senhora, começou com quantos?
- Num interessa!
- Como não interessa?!
- Não interessando e pronto!
- Ah, entendi, então já posso namorar?
- Vá pedir para o seu pai.
- Para o meu pai?
- Sim!!!

Vou lá então...

- Pai, eu posso namorar?
- Pode o quê?!
- Namorar, pai...
- Deixa de conversa, menina, você ainda é uma criança.
- Criança, não, já fiz 12 anos: sou adolescente!
- Adolescente...
- Sim, pai, adolescente. então, posso namorar?
- Vá conversar estes assuntos com a sua mãe.
- Com a minha mãe?!!
- Lógico! e isso é assunto de conversar com homem? Filha mulher conversa com a mãe...
- Filha mulher... já viu filha homem, pai?
- Oh, o respeito, menina... vai embora falar com a sua mãe.

O que eu faço agora?...

- Mãe, meu pai disse que sim.
- Que sim o quê?
- Que eu posso, é a senhora que decide.
- Eu que decido?!
- Sim, ele disse.
- Sei de nada não, garota.
- Então eu que decido, mãe?
- Não!!!
- Mas já sou adolescente...
- Adolescente... onde anda aprendendo essas coisas?
- Na escola, mãe..
- Na escola?!
- Sim, na escola se aprende até a namorar.
- O quê?!!

Adenildo Lima

Diálogo solo

"Você sabe qual é o motivo de existir?"
"Já ouvi alguns comentários."
"Mas você acreditou?"
"Acreditou em quê?"
"Ah, no que você ouviu..."
"Entendi."
"Entendeu o quê?"
"Caramba, você é complicado, hein!"
"Ah, sim, a vida é assim mesmo".

adenildo lima

sábado, 14 de abril de 2012

A uma passante

A rua, em torno, era ensurdecedora vaia.
Toda de luto, alta e sutil, dor majestosa,
Uma mulher passou, com sua mão vaidosa
Erguendo e balançando a barra alva da saia;

Pernas de estátua, era fidalga, ágil e fina.
Eu bebia, como basbaque extravagante,
No tempestuoso céu do seu olhar distante,
A doçura que encanta e o prazer que assassina.

Brilho... e a noite depois! - Fugitiva beldade
De um olhar que me fez nascer segunda vez,
Não mais te hei de rever senão na eternidade?

Longe daqui! tarde demais! nunca talvez!
Pois não sabes de mim, não sei que fim levaste,
Tu que eu teria amado, ó tu que o adivinhaste!

Charles Baudelaire - tradução de Guilherme de Almeida: Flores das flores do mal de Baudelaire. Editora 34, 2010, SP.

Canção de uma enamorada

Quando me fazes alegre
Penso por vezes:
Agora poderia morrer
Então seria feliz
Até o fim.

E quando envelheceres
E pensares em mim
Estarei como hoje
E terás um amor
Sempre jovem.

Bertolt Brecht - tradução de Paulo Cesar de Souza: poemas 1913,1956. editora 34, SP, 2000.

O nascido depois

Eu confesso: eu
Não tenho esperança.
Os cegos falam de uma saída. Eu
Vejo.
Após os erros terem sido usados
Como última companhia, à nossa frente
Senta-se o Nada.

 Bertolt Brecht - tradução de Paulo Cesar de Souza: poemas 1913,1956. editora 34, SP, 2000.

Não digo nada contra Alexandre

Timur, ouvi dizer, deu-se ao trabalho de conquistar a terra.
Eu não o entendo:
Com um pouco de cachaça a gente esquece a terra.
Não digo nada contra Alexandre.
Apenas
Conheci pessoas nas quais
Era notável
Muito digno da vossa admiração
O fato de que
Simplesmente vivessem.
Os grandes homens transpiram suor demais.
Eu vejo em tudo apenas a prova
De que não aguentarei ser sós
E fumar
E beber
E coisas assim.
E devem ser muito mesquinhos
Para que lhes possa contentar
Fazer companhia a uma mulher.

Bertolt Brecht - tradução de Paulo Cesar de Souza: poemas 1913,1956. editora 34, SP, 2000.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Os amores de Geraldo Vandré

Quem na vida  já viu o beija-flor beijando a flor?

                                   Se já, podemos falar de amor...
                                                                           De dor...
E quem sabe, das flores que ainda não enxerguei...

                                                        Tudo isso para não dizer que não falei...
adenildo lima

terça-feira, 10 de abril de 2012

Grajaú, onde São Paulo começa - documentário


Declaração de amor

O tempo passa. E o tempo é tudo o que eu tenho. Olhei pela janela, a neblina deixou meu olhar embaraçado. Quis chorar, as lágrimas acariciaram a minha face. O abraço-amigo, o abraço do amigo, o seu sorriso nos momentos tristes e felizes da minha vida era tão bom para mim, me fazia tão bem. Caminhando, no horário de quase meia-noite, ontem, enquanto vinha da escola que leciono, lembrei de você. Tudo pareceu tão vivo, tão lúcido, tão real em mim a sua presença. E hoje é dia dez. Foi justamente num dia dez que eu nasci, só que no mês de dezembro. E foi justamente, pai, num dia dez de outubro, há quase cinco anos, que o que chamam de morte, nos separou em vida. Diz que o tempo faz a gente escquecer. Maldito tempo, ou bendito; não sei, só sei que ele não é tão forte para vencer o amor: um amor de filho, um amor de amigo. Você me ensinou a ser amigo, pai, a respeitar todas as diferenças existentes neste mundo, inclusive me ensinou que ser humilde é a maior riqueza que alguém pode ter. Com você aprendi que o ódio é um sentimento que destrói primeiro a si, para depois destruir aos outros, por isso, o único sentimento que tenho é o de amar, se serei um dia compreendido, não me interessa; intressa-me apenas que estou fazendo a minha parte. Sonhei com você esses dias, você estava tão real, tão vivo... nas lembranças. E eu lembrei de uma frase que falaste: "Guarde as fotografias, depois somos só lembranças". Tudo isso me conforta. Lembro também quando tu falavas que o estudo pode não ser a saída, mas é um grande começo. E assim estudo, mesmo não suportando o linguajar enfurrado, ou selecionado para a construção de uma frase, porque sei que diamantes são apenas diamantes, por isso prefiro as pedras, pois sei que delas brotam água para saciar a minha sede. Aprendi que precisamos lutar por nossos objetivos. E como luto! E todos que batalhei, conquistei até hoje! São poucos, mas são os que eu almejo. E sinto que o mundo em breve, muito em breve receberá meus livros de poemas, já escritos; e são vários! E se demorar, para quem sonha e acredita, o tempo é apenas uma passagem onde nos faz refletir melhor. Pai, com você aprendi que viver é ter a sensibilidade de ouvir, talvez seja por isso que luto tanto para que o diálogo se faça presente na educação. Acredito que tudo isso me fez entender que flores sem espinhos não são flores.

adenildo lima

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Diálogo de bar: um poeta e um filósofo

Meu caro amigo poeta, falar de amor e escrever em versos é diferente da realidade. A mulher é inspiração nos seus poemas, mas você ainda não descobriu o poder que ela tem para domar o homem. É natural, caro poeta, é assim que a natureza fez e quer. Pela mulher o homem é capaz de deixar amigos, família, vida pessoal... e no final ainda é capaz de dizer que todos o abandonou.

Meu caro amigo filósofo, se algum dia eu não for capaz de ter o controle de mim mesmo, deixarei a vida solta nos arrebados das esquinas e ruas da cidade, e não mais farei versos, pois sou capaz e sempre fui de conviver com uma mulher e, antes de tudo, ela que saiba que amigo é coisa para se guardar, por isso não os deixarei jamais.

Tudo bem, Caro poeta, aprenda mesmo a guardar os amigos, em breve eles só existirão em suas lembranças.

O quê? Quer dizer que todos os meus amigos vão morrer, caro filósofo?

Não. Mas você será apenas um vulto ambulante caminhando por aí.

Se você me conhecesse jamais falaria isso...

Um intervalo de tempo...

Perguntou o filósofo a um amigo: por onde anda o poeta do bar? E ouviu: Já não existe mais, está preso pelo amor.

O quê...?...

Assim é a vida, refletiu o filósofo: em algum lugar alguém ainda irá ouvir as árduas palavras de um filósofo...

O bar continua, os amigos também, só não se sabe se todos continuam vivos, afinal de contas tudo aqui descrito não passa de mera ficção e se tiver algo a ver com alguma realidade existente, é mera coincidência, assim é a arte, já o poeta, talvez já nem beba mais...


adenildo lima.


LEGIÃO URBANA E PARALAMAS DO SUCESSO JUNTOS


 http://www.youtube.com/watch?v=akMr-ex4sds

sábado, 7 de abril de 2012

se...

hoje eu esqueci que tinha esquecido das palavras necessárias para falar de solidão, ausência, amor; amizade. tudo para ser válido é preciso ter como conclusão a amizade. é o sentimento maior, é respeitoso, é calmo, não quer nada em troca; é o verdadeiro amor em ação. e há quem diga que não há amor falso ou amores falsos. ela sumiu, desapareceu assim de repente. disseram-me: sara casou. casou?!!, perguntei, assustado. acho que casou ou está vivendo junto com um rapaz. legal! pensei comigo mesmo e disse: a nossa amizade não passou de um passa tempo para ela. as pessoas são gélidas geladas por dentro com um sorriso disfarçado no olhar. por quê? deixar de viver para si para viver para os outros é morrer e não perceber que está andando como um zumbi pelas estradas sem vida. sara, sara a dor em teu peito que só sara, sara quando descobrires que não há mais amor conservados por ti. aí ela aumentará e a solidão te fará companhia...

adenildo lima.

o novo cd de zeca baleiro - o disco do ano - acesse o link e ouça-o!

http://sonora.terra.com.br/cd/240610/zeca_baleiro_o_disco_do_ano

quinta-feira, 5 de abril de 2012

no meio o impasse

eu não queria. você também não. tudo foi tão depressa, e rápido! começamos bem: éramos amigos, companheiros e conversávamos sempre. não sei o motivo de ter mudado tanto. será que foi o casamento? o casar não seria para melhorar? confesso que não consigo compreender. namoramos durante dois anos. tivemos uma vida enamorada de dar inveja..., às vezes fico até querendo culpar o casamento.será que foi a falta de diálogo? é, cansamos um do outro. eu ficava o dia todo trabalhando. você também. chegávamos em casa à noite, muito mal olhávamos nos olhos. sim, o nosso olhar perdeu o sabor. antes, tinha gosto, transmitia prazer, harmonia. ficamos, posso dizer, como dois irmãos. e casal não é irmão. será que a nossa a amizade complicou? por que perdemos o tesão um pelo outro? por quê? será que  você já pensou como estou pensando agora? a vida passa rápido e tudo parece perdido. lembra quando nos vimos ontem? você me olhou como nos olhávamos antes do casamento. vi nos seus olhos que não guarda de mim nenhum rancor, e nem deveria, pois não há motivos, terminamos harmoniosamente. o que me incomoda é que nós não conversamos mais. por quê? não entendo. nós não somos inimigos. será que não conseguiremos enfrentar que não somos mais, vamos dizer assim: "namorados", e sim, eternos amigos...?

será...?

adenildo lima

quarta-feira, 4 de abril de 2012

esperar o amor chegar não é tão importante assim. importante é transformar os pequenos atos em momentos de amor.

adenildo lima

quarta-feira, 28 de março de 2012

No meio do caminho, de Carlos Drummond de Andrade, declamado em vários idiomas




http://www.algumapoesia.com.br/poesia3/poesianet269.htm

Poema de sete faces

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.
Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus,
se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.
                              Carlos Drummond de Andrade
    

fonte:
http://www.memoriaviva.com.br/drummond/

segunda-feira, 26 de março de 2012

pedido de permissão

tudo o que eu peço ao humano, é que ele permita que eu o ame...

adenildo lima

Documentário: Palavra (En)cantada - de Helena Solberg


http://www.youtube.com/watch?v=cMJK0h5WsfQ&feature=related

silêncio

o grito do silêncio é gritante aos ouvidos dos surdos que se dizem bons ouvidores

adenildo lima

Poemas cantados...


sábado, 24 de março de 2012

LOBO-GUARÁ

Para Ivo Barroso

Acossado, um lobo-guará
escondeu-se dentro de João,

Acossado, um lobo-guará
escondeu-se dentro de João,
que, invisível em sua miséria,
fez-se perfeito esconderijo
do Mal, seu ingênuo hospedeiro.

fez-se perfeito esconderijo
do Mal, seu ingênuo hospedeiro.
Não muito longe, os cães da Usina
latiam em coro e varriam
o ar, com estridentes limalhas.

latiam em coro e varriam
o ar, com estridentes limalhas.
Essa Usina fica próxima
dos festivos lencóis de cana,
a mais verde e voraz das sílfides.

dos festivos lençóis de cana,
a mais verde e voraz das sílfides.
Uma noite, João despertou
com o rumor de altos latidos
e papoulas despedaçando,

com o rumor de altos latidos
e papoulas despedaçando,
pela numerosa alcateia.
Mas, quando João abriu a porta
e, desarmado, os encarou,

Mas, quando João abriu a porta
e, desarmado, os encarou,
todos os cães retrocederam,
e o silêncio cobriu de pó
cinza essa noite de glória.

e o silêncio cobriu de pó
cinza essa noite de glória.
Ao cão que rosnava mais alto,
o cão líder, João o chamou
e, orelhas baixas, ele veio

o cão líder, João o chamou
e, orelhas baixas, ele veio
ser estrangulado primeiro,
privilégio que "estava escrito"
onde, até hoje, ninguém sabe.

privilégio que "estava escrito"
onde, até hoje, ninguém sabe.
Um após outro os foi matando,
até que o sol, enlouquecido,
resolveu cremar todos eles.

até que o sol, enlouquecido,
resolveu cremar todos eles.
Quando já ia alta a amanhã,
o último cão, quase um bebê,
foi morto no colo de João.

o último cão, quase um bebê,
foi morto no colo de João.
A partir dessa longa noite,
no perímetro do mocambo,
veio o medo plantar seus cactos.

no perímetro do mocambo,
veio o medo plantar seus cactos.
E entre uivos, rezas e rosnados,
lá dentro João pedia a Deus
para seu lobo adormecer.

lá dentro João pedia a Deus
para seu lobo adormecer.

Poema de Alberto da Cunha Melo, do livro "O cão de olhos amarelos e outros poemas inéditos". Editora Girafa, SP, 2006.


KISS ACÚSTICO MTV


sexta-feira, 23 de março de 2012

O parto

O meu corpo está completo, o homem - não o poeta.
Mas eu quero e é necessário
que me sofra e me solidifique em poeta,
que destrua desde já o supérfluo e o ilusório
e me alucine na essência de mim e das coisas,
para depois, feliz ou sofrido, mas verdadeiro,
trazer-me à tona do poema
com um grito de alarma e de alarde:
ser poeta é duro e dura
e consome toda
uma existência.

Nauro Machado - um dos nossos maiores poetas contemporâneos

do livro "Seleção, melhores poemas", organizado por Hildeberto Barbosa Filho. Global editora, 2005.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Palestra: Mediação de conflitos no ambiente escolar


Palestra proferida no dia 16 de março de 2012, na Universidade Anhanguera Educacional, Campo Limpo, para estudantes dos cursos de Letras, História e Pedagogia.






segunda-feira, 19 de março de 2012

sábado, 17 de março de 2012

pétalas apodrecidas

enquanto esperamos as conquistas chegarem às nossas portas e janelas, o corpo adormece numa cama qualquer. para o corpo, é necessário exercício, ele pede isso; e as flores quando caem no chão, já não são mais as mesmas: elas perdem a essência e, muitas vezes, só restam os espinhos e as pétalas apodrecidas...

adenildo lima

quinta-feira, 15 de março de 2012

valerie

valerie, você vem como o sonho de liberdade perdido em algum olhar. vem e passa diante mim. teu vestido me abraça com um jeito leve e solto. tuas sandálias pisam a terra, e teus pés são parte integrante do chão que reclino os meus desejos. desejos de criança que deseja colo, que espera um carinho, que fica feliz com o sonho de liberdade. valerie, teus lábios molhados pela ponta de tua língua, me excita ao prazer de tê-la. e você vem como quem não quer nada. e passa. eu te observo, valerie, te desejo, te espero; sonho com teu corpo no meu abraçando os meus braços e abraços num enlaço aconchegante que chamo de amor, de carinho, de prazer.

valerie, teus cabelos soltos, movidos pelo vento, deixa o teu olhar de mulher num diálogo qualquer que eu espero um dia poder vivê-lo contigo. tua experiência, valerie, mostrada em teus passos, em teu jeito, em teu balancear ao andar: sinto-me criança em teus olhares, sinto-me perdido e encontrado nas loucuras de uma paixão, de um amor, de um prazer... vivido apenas por mim, valerie...

valerie, o caminho é apenas o destino, o que eu preciso mesmo é de sua companhia...

adenildo lima.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Entrevista com Geraldo Vandré - Imperdível!!!

FONTE; GLOBO NEWS-
PROGRAMA DOSSIÊ GLOBO NEWS
JORNALISTA-GENETON MORAES NETO

Depois de quatro décadas de isolamento, o cantor e compositor Geraldo Vandré, que se transformou em um dos maiores enigmas da MPB, resolve finalmente quebrar o silêncio. Autor de clássicos como "Disparada" e "Pra Não Dizer que Falei das Flores" -- esta, transformada em hino de manifestações contra a ditadura militar - Vandré deu uma entrevista ao repórter Geneton Moraes Neto no dia em que completava 75 anos de idade. Desde que voltou do exílio, no segundo semestre de 1973, ele não falava para a televisão.

Acessem o link!!! Vale a pena assistir, e como vale!!!

http://www.youtube.com/watch?v=TYextKTVePY


adenildo lima

quinta-feira, 8 de março de 2012

amadurecimento humano

o ser humano começa a amadurecer quando descobre que não existe destino, que o futuro sempre esteve diante dos seus olhos, que os seus amigos são suas escolhas, que viver é ter consciência, é amar aos inimigos mais do que aos próprios amigos. o ser humanos começa a amadurecer quando não se envergonha de chorar, pois ele sabe que a lágrima é a demonstração de um sentimento que poucos têm, principalmente nesta correria angustiante em que vive este homem pós-moderno. o ser humano começa a amadurecer quando entende as decisões dos outros, mesmo que não aceite, quando prefere ouvir, no lugar de falar asneiras,.

o ser humano começa a amadurecer quando descobre que o conhecimento é para ser compartilhado, vivido, multiplicado; jamais posto e imposto como imposição. o ser humano amadurece quando descobre que amar aos outros é antes de tudo amar a si mesmo.

adenildo lima.

colírios

o teu corpo esbelto ao sol como girassol, aos meus olhos, é como colírio aos delírios de um homem.

adenildo lima

quarta-feira, 7 de março de 2012

Lembrete

amigos e amigas que visitam este espaço, desculpa pelos poucos textos que estou publicando ultimamente: estou resolvendo algumas coisas pessoais, mas prometo que toda semana terá texto ou textos publicados... rs... estou em fase final de mestrado, em época de pesquisa...

abs,

adenildo lima.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

flores e pedras

quando se acredita, chega lá. não precisa ganhar o mundo para ser conhecido. se for feito com amor, o próprio mundo o abraçará.

adenildo lima

sábado, 4 de fevereiro de 2012

filosofando de brincadeira 10

é perigoso dizer que está triste: o mercado farmacêutico fica todo feliz!!!!!!!!!!

adenildo lima

filosofando de brincadeira 9

nunca concordei que o cachorro é o melhor amigo do homem. na verdade, é a ausência de um amigo !!!!!!!!!

adenildo lima

filosofando de brincadeira 8

você pode até ignorar que eu existo, mas a minha existência, não!!!!!!!!

adenildo lima

filosofando de brincadeira 7

ser feliz é não saber que a felicidade existe, e procurá-la é deixar de vivê-la!!!!!!!

adenildo lima

filosofando de brincadeira 6

a inutilidade de um é a utilidade de muitos, assim como a dor: enquanto uns choram, outros riem pela sua lágrima derramada!!!!!!

adenildo lima

filosofando de brincadeira 5

sonhar é uma ilusão de uma realidade ausente, e ela, só ela! que ainda nos transmite um pouquinho de felicidade!!!!!

adenildo lima

filosofando de brincadeira 4

a gramática de uma língua é assim como um dicionário!!!

adenildo lima

filosofando de brincadeira 3

amar é um sonho de poucos, viver o amor é de mais poucos ainda!!!

adenildo lima

filosofando de brincadeira 2

o humano não existe, o que existe é o sonho de uma humanidade!!

adenildo lima

filosofando de brincadeira 1

tudo o que fazemos é uma imitação da natureza!

adenildo lima

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Ilê Aiyê e Criolo - Ilê Aiyê | Que Bloco é Esse?


Acesso ao vídeo clipe


http://www.petrobras.com.br/queblocoeesse


Queremos difundir e valorizar a verdadeira história do Carnaval baiano e da nossa cultura. Para mostrar essa energia, a Petrobras reuniu no projeto 'Que Bloco É Esse?' artistas do mundo pop com os tradicionais blocos afro da Bahia, em encontros entre 2 mundos.

O videoclipe da música Ilê Aiyê, que traz juntos pela primeira vez o rapper Criolo e o primeiro bloco afro da Bahia, é uma ode ao Ilê Aiyê, exaltando a Liberdade - bairro com a maior população negra do Brasil - e mostrando um cotidiano valorizado pela simplicidade, auto-estima e respeito.

Vem descobrir junto com a gente que bloco é esse!


Direção: Ricardo Spencer
Produção Musical: Daniel Ganjaman
Realização: New Content

música: Ilê Aiyê (Paulinho Camafeu) | introdução: Criolo

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

labirintos de uma existência

quando a realidade se torna insuportável
(e quem disse que não é?)
a ficção é uma boa saída

adenildo lima

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Augusta

O tempo passa e eu não consigo esquecer aquela noite. Rua movimentada, vários bares e boates. Sorrisos felizes e tristes nos olhares dos transeuntes. E eu ali, sentado numa mesa de bar. Sim, estava sozinho. A solidão não é como algumas pessoas pensam, imaginam, ou vivem; eu gosto dela. Às vezes saio à noite só, justamente por achar melhor do que sair acompanhado. Uma cerveja, um aperitivo, uma música cantada ao vivo, uns casais se beijando, outros discutindo relação familiar, de trabalho..., e eu apenas observando, sem querer, é claro!

A noite era de sexta-feira, a madrugada se aproximava; e eu continuava lá. Já tinha bebido bastante. A moça cantava bem, inclusive cantou uma música que estava sendo bem apreciada pela crítica e pelo público, até lembro o nome: Não existe amor em SP. Pensei comigo mesmo, enquanto ela cantava: é um título bem instigante! Será mesmo que não existe amor nesta cidade?, fiquei me perguntando. É, talvez seja verdade, refleti. Em seguida olhei o relógio. Eram 3h da madrugada. Pedi a conta, levantei e saí. Lá fora sentei na calçada. As pessoas iam e vinham constantemente. Eu apenas observava, sem querer, é claro!

- Boa noite!
- Boa noite! - exclamei meio assustado, ao olhar a moça.
- Sim, boa noite. Por acaso ela está ruim para você, jovem?
- Não - respondi, sem dá muita atenção.

Ela riu e fez menção que ia sentar ao meu lado.

- Posso sentar ao seu lado?, perguntou ela.
- Pode, a rua é pública, respondi.
- Nossa! Você está zangado?, perguntou com um olhar doce e meigo.
- Não, respondi com um sorriso no olhar.

Olhei o relógio, já marcava três e meia. Ela perguntou se eu tinha horário marcado para voltar. Eu disse que estava esperando o horário do funcionamento do metrô. Ela riu. "Por que ri?, perguntei". Ela nada respondeu. Com uns cinco minutos depois falou:

- Você não tem carro?
- E você acha que eu iria dirigir bêbado?
- Nossa! Você é certinho. Vamos entrar para beber mais uma cerveja?
- Eu nem te conheço, falei.
- Prazer, Augusta, apresentou-se ela, toda à vontade.
- Augusta?!, perguntei sem querer acreditar.
- Na verdade é Maria Augusta, mas gosto que me chamem de Augusta.
- Ah, Augusta...

Levantamos e descemos rua abaixo. Entramos num barzinho logo na frente. Estava calmo. Uma jovem cantava com seu violão. Augusta perguntou se eu gostava de música ao vivo. Respondi que sim. Ela riu, dizendo que já tinha percebido. Eu também ri. E brindamos. Parecia que já nos conhecíamos há anos. Ela muito simpática, com seus cabelos longos por cima dos ombros. Media um metro e setenta, talvez. Vestia um vestido quase transparente, deixando as curvas de seu corpo visível e calçava um chinelinho que a deixava bem à vontade.

- Desculpa, mas você faz o quê?, perguntou.
- Pra que saber o que eu faço, Augusta?
- Desculpa.
- Tudo bem, eu trabalho num banco, respondi.
- Deve ser um porre trabalhar em banco, né?
- Depende.
- Como depende?
- Ah, Augusta, tudo depende, né? Nem tudo é bom ou ruim cem por cento. E você faz o quê?
- Sim, concordo. E o seu nome?, perguntou ela, como que querendo sair da minha pergunta.
- Paulo, respondi. E ela entrou noutro assunto inteiramente diferente. Percebi que não queria dizer em que trabalhava.

Entre uma conversa e outra o dia amanheceu. Augusta disse que precisava ir embora. Pedi o contato dela. Ela disse que não iria me passar. Insisti! Ela disse não!Perguntei se ela aceitaria o meu. Respondeu que sim. Passei meu e-mail. Nos abraçamos e, ali, nos separamos. A imagem de Augusta ficou na minha memória. O tempo passa e eu não consigo esquecê-la. Não sei de onde ela veio, para onde ela foi. E em alguns momentos acredito que ela ainda vai me escrever.

adenildo lima

Amor em 4 atos: Ela faz cinema; Meu Único Defeito Foi Não Saber Te Amar; Folhetim; As Vitrines.

Uma série inspirada nas músicas do cantor e compositor Chico Buarque. Abaixo seguem os linques:






adenildo lima

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

domingo, 15 de janeiro de 2012

Despedida drástica

O que você me falou tão pouco me trouxe importância. As suas palavras foram folhas soltas ao ar, sem nada para me dizer. A mim só resta respeitar. Sei que você é mesquinha. Veste aquele vestido vermelho querendo passar a imagem de uma princesa. Você não passa de uma criança mimada, sendo a filhinha do papai, crescida sem nenhuma identidade própria. O que você é? Saiba: tenho nojo até dos beijos que te dei, dos abraços que nos abraçamos e dos momentos em que desperdicei para conversar com você.

E aqui deixo as minhas felicitações pelo seu sepultamento: entre mim e você, senhorita K, não existirá mais nada!

Cordialmente,
Lucas Andrade.

adenildo lima

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Brasil : dois negros assassinados para cada branco, revela Mapa da Violência

"O Mapa da Violência revelou que cerca de 1,1 milhão de brasileiros foram assassinados nos últimos 30 anos (de 1980 a 2010) no país, em um processo de disseminação da violência no qual cidades do interior já ditam o ritmo de crescimento dessas taxas".

As taxas de homicídio no Brasil no ano de 2010 foram em média duas vezes maiores para vítimas de cor negra em comparação aos homicídios contra brancos. O número consta do Mapa da Violência 2012 divulgado no dia 14 de dezembro em São Paulo pelo Instituto Sangari, que considerou estatísticas dos ministérios da Saúde e da Justiça e se valeu, por exemplo, de documentos como certidões de óbito e boletins de ocorrência.

Além da diferença estatística de assassinatos, a pesquisa mostra ainda que as taxas vêm reduzindo em relação a brancos, nos últimos dez anos, enquanto que, para negros, elas têm crescido.

Na média nacional, em 2002, o mapa aponta uma taxa de 20,6 assassinatos de brancos, a cada 100 mil habitantes, e de 30 para negros. Em 2010, esse índice cai para 15 homicídios de vítimas brancas, mas sobe para 35,9 entre as pessoas negras.

O mapa, que teve divulgada sua 12ª edição desde 1998, fez um levantamento dos homicídios dos últimos 30 anos (1980 a 2010), com detalhamento das taxas de assassinato na década passada.

Conforme a pesquisa, Paraná, Rondônia e Mato Grosso encabeçam a lista de homicídios brancos, respectivamente com as taxas de 39, 25,6 e 20,9 assassinatos por 100 mil habitantes. Já o Nordeste se destaca nas taxas de homicídio contra negros: Alagoas e Paraíba apresentam uma escalada desde 2002 para, em 2010, apresenta-las proporcionalmente 20 vezes maior ao das vítimas brancas. Em AL, a taxa é de 84,9; na PB, 58,8.

Para o coordenador da pesquisa e diretor de pesquisas do instituto Sangari, o sociólogo Julio Waiselfisz, os números revelam também aspectos econômicos.

“Morte de brancos é menos visível na mídia, mas seu menor número pode ser atrelado à privatização do sistema de segurança --quem pode pagar, acaba usufruindo”, disse.

Estados como Pernambuco, Distrito Federal e Sergipe também são mostrados como aqueles em que os homicídios contra negros são mais altos. Para os pesquisadores, o dado é “preocupante”, ainda mais considerada tendência de alta.

Confira a publicação na íntegra na Biblioteca do Portal ANDI.

Mais de um milhão de assassinatos
O Mapa da Violência revelou que cerca de 1,1 milhão de brasileiros foram assassinados nos últimos 30 anos (de 1980 a 2010) no país, em um processo de disseminação da violência no qual cidades do interior já ditam o ritmo de crescimento dessas taxas. Com o aumento da população nesse período, a taxa de homicídios, que na década de 80 era de 11,7 em cada grupo de 100 mil habitantes, passou para 26,2 em 2010 --um aumento de 124%.

"É como se uma cidade inteira tivesse sido atingida por uma bomba atômica", disse o coordenador da pesquisa.

Conforme o mapa, o forte processo de interiorização dos homicídios foi observado a partir do momento em que as taxas passaram a sofrer redução em capitais e regiões metropolitanas, na década passada, mas aumento de ritmo em cidades de interior.

Em 1995, por exemplo, enquanto nas capitais a taxa era de 40,1 homicídios em 100 mil habitantes e, no interior, de 11,7, em 2010 a taxa quase duplica no interior (22,1) e cai nas capitais (33,6).

"Em menos de uma década, se esse ritmo seguir, o interior deverá ultrapassar os grandes centros urbanos", disse Waiselfisz. Em coletiva na USP (Universidade de São Paulo), ele afirmou que os trabalhos foram feitos a partir de informações fornecidas ou disponibilizadas na internet pelos ministérios da Saúde e da Justiça, como certidões de óbito e boletins de ocorrência. O Estado em que os índices de homicídios são mais altos, de acordo com o mapa, é Alagoas, seguido por Espírito Santo, Pará, Pernambuco e Amapá.

O estudo aponta ainda que os 17 Estados que apresentavam as menores taxas de homicídio na virada do século tiveram aumentos significativos nesses índices, enquanto em sete outros Estados as taxas caíram. No ano 2000, os sete maiores tinham uma taxa conjunta de 45,6 homicídios em 100 mil habitantes, e os 17 menores, 15,4.

Homicídios no Brasil superam conflitos armados
O número de quase 1,1 milhão de brasileiros assassinados ao longo de três décadas é muito superior, por exemplo, aos 45 mil mortos em 36 anos de guerra civil na Colômbia e praticamente o dobro dos 550 mil assassinatos da guerra civil em Angola.

Os dados foram compilados no mapa, para efeito de comparação, e listam ainda conflitos armados como a luta pela independência do Timor Leste --na qual, em 26 anos, 100 mil foram mortos --e a disputa territorial-religiosa entre Israel e Palestina, na qual, em 53 anos (1947-2000), 125 mil foram assassinados.

"Considerando que não temos conflitos étnicos, políticos ou religiosos no Brasil, podemos dizer que se mata muito mais gente aqui do que em outros conflitos armados no mundo", reforçou o coordenador do mapa.

Capitais mais violentas
Pelo ranking das capitais, metade das que apresentaram as taxas de homicídios mais altas de 2000 a 2010 estão no Nordeste. A lista é puxada por Maceió (AL), com 109,9 homicídios por 100 mil habitantes, e que era a oitava em 2000. João Pessoa (PB), com 80,3, pulou da 13ª colocação para a segunda colocação (80,3).

Ainda entre as dez capitais, Recife (PE), com 57,9, é a quarta com mais assassinatos era o primeiro lugar na lista de 2000. São Luís (MA) é a quinta colocada, com 56,1, Salvador (BA) a sétima, com 55,5 (era a 25ª há 10 anos) e Belém (PA), com 54,5, é a oitava --era a 21ª em 2000.

Completam o grupo Curitiba (PR), sexta colocada, com 55,9, Vitória (ES), a terceira, com 67,1, Porto Velho (RO), em nono com 49,7, e Macapá (AP), décima colocada 49 homicídios a cada 100 mil habitantes.

Estados
No ranking por Estados, Alagoas aparece como o mais violento, com taxa de 66,8 homicídios por 100 mil habitantes. Na sequência vêm Espírito Santo (50,1), Pará (45,9), Pernambuco (38,8), Amapá (38,7), Paraíba (38,6), Bahia (37,7), Rondônia (34,6), Paraná (34,4) e Distrito Federal (34,2).

As unidades com as menores taxas, de acordo com o mapa, são Santa Catarina (12,9), Piauí (13,7) e São Paulo, que, com 13,9 homicídios por 100 mil habitantes, tiveram queda de 67% no índice em comparação a 2000.

(Fonte: UOL Notícias, em São Paulo).