sábado, 31 de janeiro de 2015

De Vries

Não. É claro e evidente que não sei seu nome. Lembro seu olhar doce e aconchegante aos meus olhos. Onde você mora também não sei. Existir é um longo caminho que fazemos a cada segundo vivido. Você foi especial. Você é especial. Talvez seu nome seja Ana, seja Gabriela, mas prefiro chamá-la assim: De Vries. Nem sei se este nome existe, mas a partir de agora passa a existir, porque você existe assim como uma lembrança boa para mim. Talvez tudo o que vivemos tenha sido um sonho. Talvez neste momento estejas em Paris, em Londres, em São Paulo ou Amsterdam, ou em Lisboa talvez. Não sei. Sei que em algum lugar neste exato momento você se encontra.

Sim, quando as pessoas que encontramos no dia a dia são especiais elas passam a fazer parte de nossa existência, passam a ser parte integrante de nós. Viver é um palco, De Vries, e no palco da vida nem todos conseguem os aplausos. É importante eu ressaltar que não gosto de adjetivar as pessoas - mas você é bela e encantadora -, no olhar carrega um sorriso capaz de transmitir felicidade para quem te olha. Sim, eu me sinto feliz por ter te encontrado um dia. Se foi por acaso não sei. Sei que o acaso da vida é um caso que complementa a nossa história, a nossa narrativa, a nossa existência.

Ainda ouço a sua voz com aquele sotaque estrangeiro. Lembro que por alguns minutos eu ficava te olhando, te observando, deslumbrado com seu jeito de falar. Ah, eu gostaria de saber o seu nome.

De Vries deve ser apenas um nome. O importante mesmo é que você tão bela e encantadora permanece aqui em cada poesia que vivo no dia a dia...

Adenildo Lima

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A literatura, a venda do livro e a leitura no Brasil em 2014

Somando-se os totais de vendas dos dez livros mais vendidos no Brasil no passado ano de 2014, teremos o total de 2 911 011 (dois milhões e novecentos e onze mil e onze unidades), número esse ainda insignificante, se considerarmos o nosso contingente potencial de leitura.

Mas, imagina isso: a literatura brasileira não comparece na lista desse ranking e os nossos escritores estão ‘quase’ ausentes, ‘salvos’ pelas presenças de uma mineirinha de 23 anos, Isabela Freitas (Livro: Não se apegue, não!), fenômeno de vendas logo no seu primeiro livro (espécie de auto-ajuda juvenil), e, pasmem mais uma vez: pela participação do pastor Edir Macedo, com o seu livro “O Planeta”, secundados pelo psicoterapeuta paulista Augusto Cury, com o livro “Ansiedade: Como Enfrentar o Mal do Século”.

Outra coisa impressionante (ainda me impressiono com isso), é a triste constatação de que o pastor Edir Macedo, com o livro “O Planeta”, lidera a lista com 752.973 exemplares vendidos, seguido pelo norte-americano John Green, o qual conquistou as três seguintes posições nessa lista:

2º. Lugar, com o livro “A culpa é das estrelas” (Intrínseca): 639.502 exemplares vendidos; 5º. Lugar, com o livro “Quem é Você, Alasca?” (WMF Martins Fontes): 161.954 exemplares; 7º. Lugar, com o livro “Cidades de Papel” (Intrínseca): 143.404 exemplares vendidos.

Com esse desempenho, John Green foi o escritor que mais vendeu livros no Brasil no ano de 2014, ou seja: vendeu 944.860 (novecentos e quarenta e quatro mil e oitocentos e sessenta exemplares).

Dessa maneira, a lista dos 10 livros mais vendidos no Brasil em 2014 é complementada com os seguintes autores e livros: 3º. Lugar: Livro “Ansiedade: Como Enfrentar o Mal do Século” (Saraiva), de Augusto Cury;
346.543 exemplares vendidos; 4º. Lugar: Livro “Destrua Este Diário (Intrínseca), de Keri Smith; 332940 exemplares; 6º. Lugar: Livro “Se eu Ficar (Novo Conceito), de Gayle Forman; 158.189 exemplares; 8º. Lugar:
Livro “Não se Apega, Não (Intrínseca), de Isabela Freitas; 130.054 exemplares vendidos; 9º. Lugar: Livro “O Pequeno Príncipe (Agir), de Antoine Saint-Exupéry; 123.576 exemplares; 10º. Lugar: Livro “A Menina que Roubava Livros (Intrínseca), de Markus Zusak; 121.876 exemplares.

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Francisco Alves da Costa Sobrinho é escritor, editor e produtor cultural, em Natal/RN.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Para um minuto de reflexão

Enquanto no planeta Terra existir pena de morte. Nós, ditos humanos, não podemos dizer que somos tão pensantes assim.
Adenildo Lima

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Antonio Carlos Secchin

O Histórias de Acadêmicos “Um formalista na transgressão” apresenta a trajetória de Antonio Carlos Secchin, poeta e ensaísta que ingressou na Academia Brasileira de Letras em 2004

Publicado pela primeira vez na internet em 06/08/2012



https://www.youtube.com/watch?v=UfYzcxmIQxA